A Cromatografia em Camada Delgada ou Cromatografia Planar é uma das técnicas pioneiras no âmbito das técnicas de separação, e ainda hoje muito utilizada para isolamento e identificação de espécies químicas diversas presentes em matrizes simples, tais como medicamentos, e complexas como extratos vegetais.
Apesar de muito utilizada, a Cromatografia em Camada Delgada é erroneamente conhecida como uma técnica estritamente qualitativa e que carece de sofisticação instrumental.
A afirmação acima é verdadeira caso a técnica seja executada da forma como Beyerlink a descreveu no ano de 1889, e assim como a Cromatografia em Coluna, a Cromatografia em Camada Delgada também se desenvolveu, ao ponto que atualmente podemos chamá-la de CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA DE ALTA PERFORMANCE, cujo acrônimo conhecido do Inglês é HPTLC - High Performance Thin Layer Chromatography.
A Micronal representa com exclusividade no Brasil a empresa Pioneira na modernização de técnica, e por que não dizer, na reinvenção da Cromatografia em Camada Delgada?
Com o advento de instrumentos específicos a cromatografia em Camada Delgada deixou de ser uma técnica estritamente qualitativa e subjetiva, passando agora a contar com sistemas de detecção por Absorção nos comprimentos de Onda das radiações na faixa do visível, ultravioleta e também fluorescência, além de oferecer equipamentos de automação para atender desde as mais simples análises até as mais complexas.
Para atingir a sofisticação necessária para contar com todas as vantagens da Cromatografia em Camada Delgada, como simplicidade e baixo custo e ainda por cima poder realizar separações complexas com fins qualitativos ou quantitativos é necessário o uso de instrumentos para a execução de cada uma das principais etapas envolvidas: Aplicação de Amostra, Desenvolvimento/Eluição, Identificação/Quantificação.
A Primeira Etapa e mais importante é a APLICAÇÃO DAS AMOSTRAS, as figuras abaixo mostram a diferença da aplicação de amostras manualmente ou por meio de equipamentos:

Repare que a medida que o volume de corante aplicado na placa vai aumentando também aumenta a difusão das manchas na placa em que as amostras foram aplicadas Manualmente (Spots), ao passo que na placa cuja as amostras foram aplicadas Instrumentalmente (Banda) a separação (resolução) é uniforme para qualquer um dos volumes aplicados.
Os Instrumentos para Aplicação Automática podem ser divididos em:
Equipamento para Aplicação Semi Automática:
Equipamento para Aplicação Automática:
Além de melhorarem a qualidade de aplicação, os aplicadores instrumentais visam automatizar o processo de aplicação, chegando a ser até 50 vezes mais rápidos do que os processos manuais.
A Segunda Etapa é a de Desenvolvimento/Eluição das Amostras, a instrumentação dessa etapa além de garantir a reprodutibilidade dos resultados também aumenta o poder de separação e automatiza todo o processo.
Os Instrumentos para Aplicação Automática podem ser divididos em:
Equipamento para Desenvolvimento Isocrático Automático :
Automated Multiple Development 2 (AMD2)
A Terceira Etapa é a de Identificação e Quantificação, e a forma como é feita depende da intenção final do usuário, podendo contar com um ou mais equipamentos para isso:
Técnica de Identificação e Quantificação por Densitometria UV/VIS e Fluorescência:
É a mais sofisticada das técnicas de identificação e quantificação em Cromatografia em Camada Delgada, consiste no uso de um equipamento capaz de gerar o espectro de absorção e quantificar na faixa de luz de 190 a 900 nm.Sendo possível realizar até 18 análises quantitativas em poucos minutos !
Como funciona:
Substâncias separadas podem ou não ser visualizadas a olho nu (Fig. 1), e essas substâncias são quantificadas por Absorção UV/VIS ou Fluorescência (190 a 900 nm) (Fig. 2) após previa determinação do pico de absorção através de um espectro de absorção (Fig. 3). O uso de Padrões analíticos é obrigatório e a quantificação das amostras é feita através da equação da reta obtida através da curva padrão.(fig. 4)

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Figura 4
Equipamento para Identificação por Densitometria UV/Vis e Fluorescência:
Técnica de Fotodocumentação:
Uma placa de Cromatografia em Camada Delgada pode ser visualiza e fotodocumentada utilizando diferentes tipos de luzes (Fig. 1), quando as amostras são aplicadas juntamente com os padrões a identificação poderá ser feita comparando-se a posição e cor das bandas obtidas. Com o uso de um software é possível fazer a quantificação das substâncias por Videodensitometria, uma técnica que correlaciona os pixels formados com a concentração das substâncias (Fig 2), gerando picos, cujas áreas podem ser quantificadas.

Figura 1

Figura 2
Equipamento para Identificação e Quantificação por Fotodocumentação.
Técnica de Espectrometria de Massas:
Atualmente a Espectrometria de Massas é considera uma técnica padrão ouro para identificação de substâncias, e através de um equipamento, atualmente é possível fazer a interface direta com um espectrômetro de massas para fins qualitativos:
Equipamento para Interface com Espectrômetro de Massas:

Com o advento da Instrumentação para Cromatografia em Camada Delgada é possível então afirmar que atualmente ela pode complementar e competir com outras técnicas cromatográficas.
Algumas Vantagens:



